segunda-feira, 20 de maio de 2013

VI Semana Acadêmica do curso de Saúde Coletiva, 1º dia


A abertura da Semana Acadêmica contou com a presença da cerimonialista Fernanda Cardoso.
Na mesa de abertura estava a professora Eva Rubin Pedro - Diretora da Escola de Enfermagem, a professora Marta Júlia Lopes - Coordenadora do Curso de Saúde Coletiva, o professor Alcindo Antônio Ferla e o colega Rafael Melo do Centro Acadêmico da Saúde Coletiva.


A Semana Acadêmica começou com uma Roda de Conversa sobre o cotidiano dos trabalhadores das equipes de saúde da família no cuidado. Contou com a presença de três profissionais da saúde são eles: José Saldanha Leon Junior, Dentista da Unidade de saúde da Família Colina Verde em Sapucaia do Sul - RS, Adriana Bertiluzzi, Enfermeira da Equipe de Saúde da Família de Quevedos - RS, Ana Lucia da Costa Maciel, Agente Comunitária de Saúde do Grupo Hospitalar Conceição e Coordenadora do colegiado de educação permanente dos ACS do GHC de Porto Alegre - RS e do professor Roberto Amorim como mediador da roda.


Escrito por Rossana Mativi.

domingo, 19 de maio de 2013

Experiências Além Fronteiras - Bolonha, Itália


A pedido da Rádio Web Saúde, o graduando Valdir Moreira aluno do oitavo semestre do curso de Análise de Políticas e Sistemas de Saúde da UFRGS, escreveu um breve relato das suas impressões/experiências para os colegas da Saúde Coletiva. 

Ele está participando de atividades acadêmicas e de pesquisa relacionadas com Atenção Básica e Sistemas Comparados, na Universidade de Bolonha (UNIBO) na Itália. O Valdir ficará por um período de dois meses, entre 15 de maio e 10 de julho, imerso em estudos e atividades de campo, conhecendo o sistema de saúde italiano e colaborando nas pesquisas e iniciativas realizadas em parceria entre as duas universidades no campo da Saúde Coletiva. As atividades recebem o suporte logístico e institucional da Rede Governo Colaborativo em Saúde. O convênio da UFRGS, criado para dar suporte às ações do Ministério da Saúde, promove intercâmbio e ações em rede entre instituições de ensino e pesquisa, órgãos de gestão da saúde e movimentos de educação e cultura da saúde, no intuito de fortalecer o Sistema Único de Saúde e a interação com instituições e pesquisadores de outros países.


Bolonha - Chegada e primeiras impressões
Ao aterrissar na cidade de Bolonha um sentimento de alegria misturado com um aperto no coração tomou conta de mim. O vento frio que soprava deu-me um choque de realidade. Eu estava ali sim, e como disse em outra postagem, me acordando de um sonho que poucas vezes me atrevi a ter. O percurso que fiz para, sem imaginar, me trazer até aqui mostrou que valeu a pena. Não somente pela viagem apenas, que por si só é fantástica, mas muito mais pela certeza que estou contribuindo para a construção de algo importante que servirá de caminho para tantos outros. E por isso sou grato. A responsabilidade é grande e espero estar à altura de corresponder. Agregarei saberes, conhecimentos, que espero que possam contribuir para a solidificação do curso e das parcerias. Fui muito bem recebido por todos há quem fui apresentado. A cidade, com suas construções, portões como marco histórico que ainda delimitam a entrada do que era a cidade em si no passado, torres e palácios nos remete a uma época inimaginável. As ruas, vias como aqui são chamadas, herança da estrutura antiga e as avenidas chamadas de viales que circundam a cidade, são limpas e arejadas. O centro é a outrora cidade cercada por muros, hoje reduto de estudantes, cerca de 100 mil,  já que a Universidade encontra-se nele localizada. A sua tradição atrai estudantes de toda Itália, Europa, outros continentes e agora recebe um do Brasil. Estou hospedado em um apartamento que fica cerca de 30 minutos, a pé, da Universidade. Trajeto que faço todos os dias sem problema algum.  Assisti a duas aulas no auditório da Faculdade de Medicina. Seu formato de anfiteatro, com mobiliário todo de madeira, faz com que as falas soem solenes, quase sacras como as falas ouvidas nas grandes catedrais. Ontem, sábado dia 18 de maio, fui convidado para um jantar na casa de uma família que mora em um condomínio, eu diria rural, nas colinas que cercam a cidade. Éramos dezoito pessoas, uma alemã, um canadense, um brasileiro e por óbvio os restantes italianos. E eu acostumando meu ouvido com as conversas. Imersão súbita, ao vivo no "parlare". O prato principal: a verdadeira lasanha a bolonhesa com a companhia de queijo e vinho. E como se come. Na terça-feira, dia 21 de maio, vou acompanhar os pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Internacional e Intercultural (CSI) e alguns estudantes, à Trieste para um congresso e uma visita a um serviço de saúde. São quatro horas de viagem de trem. Expectativa pela minha primeira viagem.
Hoje ao reler as mensagens postadas pelos colegas no Facebook, confesso que, emotivo como sou, meus olhos marejaram. Certeza que tenho mais do que colegas, tenho amigos. E há algo melhor?
Abr@sus,
Valdir Moreira.

Escrito por Valdir Moreira, editado por Rossana Mativi.

sábado, 18 de maio de 2013

Evolução das Instituições de Saúde – Hospital Psiquiátrico São Pedro


A Rádio Web Saúde participará ao longo deste semestre do Projeto de Extensão: EVOLUÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE: UM OLHAR INTERDISCIPLINAR, cujo objetivo é conhecer a história de instituições de saúde e oportunizar a alunos, em especial trabalhadores, de cursos noturnos da UFRGS, a realização de créditos complementares, aos sábados.





Hoje foi o dia de adentrar na história do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Reconhecer que ele é um museu à céu aberto e ainda está em funcionamento (até quando, é uma incógnita!) é ótimo para vencer os medos, conflitos internos, percepções e pré-conceitos.







Segundo o Blog do Grupo Hospitalar Estadual, o Hospital Psiquiátrico São Pedro foi nomeado Hospício São Pedro em homenagem ao padroeiro da Província, foi a primeira instituição psiquiátrica de Porto Alegre e da Província de são Pedro. Fundado em 13 de maio de 1874, foi inaugurado somente dez anos depois, no dia 29 de junho. Foi o sexto asilo/hospício de alienados durante o Segundo Reinado no Brasil (1841-1889). Designado como Hospício São Pedro até 1925, passou a ser chamado de Hospital São Pedro até 1961, quando assumiu a atual identidade de Hospital Psiquiátrico São Pedro. 


De 1884 a 1889, o Hospício São Pedro foi uma instituição que atuou como mecanismo institucional terapêutico e de regulação social.
De 1890 a 1924, o Hospício São Pedro não estava mais vinculado a Santa Casa de Misericórdia, mas a Secretaria do Interior e Exterior do Estado do Rio Grande do Sul, passando a ser dirigido pelo saber médico psiquiátrico.
De 1925 a 1946, um novo regulamento definiu a Instituição não mais como um manicômio, mas sim como um nosocômio. Neste momento, um novo discurso médico-psiquiátrico voltado à promoção da saúde e uma nova prática terapêutica de avançada tecnologia à época se estabeleceram no Hospital São Pedro, persistindo o problema da superpopulação asilar. 
De 1947 aos anos 90, diversas atividades foram implementadas no Hospital São Pedro e proporcionaram uma redução nas rotineiras e volumosas internações de pacientes: o estabelecimento do "Serviço de Penicilinoterapia", a ação dos psicofármacos, o aparelhamento tecnológico, a participação do Serviço Social  Psiquiátrico e o estabelecimento de sessões de Psicoterapia de Grupo, a inauguração do Gabinete de Identificação, o funcionamento do Curso de Formação em Psiquiatria, extensão da Faculdade de Medicina da UFRGS. Nos anos 70, o processo de interiorização foi colocado em prática no São Pedro o que possibilitou a recondução dos pacientes institucionalizados aos municípios de origem, reduzindo em cerca de 60% a população de moradores da instituição. 

No HPSP há serviços como ambulatório, admissão e triagem, enfermagem, farmácia, fisioterapia, memória cultural, nutrição e dietética, terapia ocupacional e reabilitação, Centro Integrado de Atenção Psicossocial - Infância e Adolescência (CIAPS), ensino e pesquisa, biblioteca, comitê de ética e pesquisa, estágio curricular e visitas institucionais.

Abaixo alguns vídeos importantes, os dois primeiros são sobre a vida da Irmã Paulina no HPSP e o terceiro vídeo é sobre a vida do Arthur Bispo do Rosário. Vale à pena conferir!






Referências: Grupo Hospitalar Estadual - A história viva da saúde pública do Rio Grande do Sul. Disponível em: <http://grupohospitalarestadual.blogspot.com.br/p/hpsp.html>. Acesso em 18/05/2013.

Escrito por Rossana Mativi.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Seminário Internacional "Inovações na Atenção Primária à Saúde: lições aprendidas Brasil e Portugal"

O Seminário ocorreu no Rio de Janeiro, no período de 6 a 7 de maio de 2013, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.  Abordaram-se as temáticas de governança clínica, contratualização e avaliação de desempenho e melhoria do acesso e qualidade. O evento contou com o convidado e palestrante internacional, o Prof. Dr. Luís Velez Lapão, da Universidade Nova de Lisboa e, com os convidados nacionais, os gestores do Ministério da Saúde, dos estados e municípios, professores e especialistas da área.

É com muito orgulho que se pôde participar deste evento de tamanha contextualização como representantes da Rádio Web Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, podendo fazer-se presente enquanto veículo de comunicação em saúde para toda comunidade acadêmica e demais interessados na temática.
O presente texto relata o que foi vivenciado no seminário, trazendo algumas observações aprendidas e presenciadas, a fim de contextualizar as potencialidades, diferenças e projetos implantados na Atenção Primária com as experiências do Brasil e de Portugal.

No primeiro dia, se fez presente os palestrantes Paulo Roberto vice-reitor da UERJ; Ana Paula Cerca; Célia Regina Pierantoni. Nestes prospectos abordou-se a respeito do PMAQ e sua visão revolucionária ao olhar da Atenção Primária onde a avaliação deste está em pontuar a qualidade. Foi-se debatido o desequilíbrio no meio de trabalho na saúde e sua demanda de profissionais. 
Antônio Neves Ribas pontuou a fragilidade da APS como “DE POBRE PARA POBRE”, em que quebrar este paradigma e suas complexidades e, rever a grandeza da APS como um dispositivo crucial para a promoção, prevenção e educação na saúde, sendo o alicerce da mesma. Com isso explanou-se algumas novidades como o programa E-SUS que irá substituir o SIAB, este novo dispositivo de informação veio para facilitar e ampliar esta gama de informações mais complexas na rede. Propõem-se que os NASF’S (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) serão abertos aos municípios com 1 ou mais ESF (Estratégia de Saúde da Família). É uma necessidade de por em prática políticas públicas para diminuir encaminhamentos desnecessários e qualificar encaminhamentos necessários. Como, por exemplo, alguns programas com adesões significativas na saúde: Saúde na Escola, Brasil Carinhoso, Aqui tem Farmácia Popular, Academia da Saúde com crescimento significativo nos municípios e UBS Fluviais.
O pesquisador Sábado Nicolau Girardi do Núcleo de Educação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Minas Gerais, pontuou o monitoramento do trabalho na APS e as informações no CNES, contextualizando as atuais informações sobre esses a partir das pesquisas realizadas na Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado em Saúde.

No segundo dia abordou-se o legado da mestra Bárbara Starfield, onde foi conversado sobre o conjunto de intervenções com impactos na saúde do coletivo, e as políticas públicas de saúde. Relatou-se que, antes da reforma, a APS havia pouca autonomia, a burocracia trancava muitas iniciativas para melhorias, e também os médicos da família trabalhavam isolados. Com tantos depoimentos de trabalhadores das ESF’s e trabalhadores da APS notou-se uma inquietação sobre a falta de valor dado a estes profissionais e recursos para que se faça um trabalho com excelência para a população, não é de hoje que estes assuntos inquietam o brasileiro onde a APS não tem seu devido valor mesmo sendo ela a porta de entrada para a saúde da população. Trabalhadores qualificados e bem remunerados, estruturas dignas e equidade são ferramentas imprescindíveis para repaginar a qualidade na APS.
O professor Lapão trouxe projetos que serão implantados em Portugal, e algumas análises do ponto de vista da saúde atual no país, trouxe também relatos da estrutura de médicos de saúde trabalhando e morando na região onde atende seus pacientes, serviços móveis de tele consultas e altas tecnologias.

De acordo as autoras, o SUS como o próprio nome se diz é único, atende toda a população brasileira, trabalha com promoção, prevenção, alteridade, equidade, integralidade entre suas propostas e diretrizes. Temos que levantar esta bandeira e defender com “unhas e dentes” a nossa saúde veja que, saúde compreende também questões sociais e qualidade de vida, onde todo brasileiro tem o seu direito garantido, e o estado o dever de garantir ao cidadão. Há melhorias que devem ser feitas, esforços que não devem se esgotar, políticas públicas que devem ser promovidas, e a participação ativa da população para construir juntos a melhoria do sistema de saúde.

Para finalizar, o seminário trouxe uma reflexão no estado geral da saúde, onde as possibilidades de melhorias estão sendo colocadas em pauta para que tenhamos um belo futuro no nosso sistema de saúde.
Esse breve relato do que foi presenciado no seminário, espera-se que seja provedor de discussões sobre a APS no Brasil e no mundo, como aporte a melhoria para a população usuária.

Mais informações podem ser obtidas através do site: http://www.obsnetims.org.br/opiniao.asp?id=145

Escrito por Fernanda Cardoso e Jullien Dábini.

sábado, 27 de abril de 2013

Evolução das Instituições de Saúde – Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre


A Rádio Web Saúde participará ao longo deste semestre do Projeto de Extensão: EVOLUÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE: UM OLHAR INTERDISCIPLINAR, cujo objetivo é conhecer a história de instituições de saúde e oportunizar a alunos, em especial trabalhadores, de cursos noturnos da UFRGS, a realização de créditos complementares, aos sábados.

Hoje foi o dia de conhecer um pouco mais da Santa Casa de Misericórdia e do seu Cemitério. O dia foi aprazível para uma saída de campo, as fotos ficaram ótimas e os palestrantes elucidaram um pouco mais da história desse hospital que completará, em outubro, 210 anos!

Um pouco da história da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre...
Até o início do século XIX, Porto Alegre não dispunha de nenhum hospital, os doentes eram atendidos em seus domicílios ou em albergues enfermarias, mantidos por indivíduos caridosos. 
A ideia inicial de criação da Santa Casa de Porto Alegre foi dada pelo Irmão Joaquim Francisco do Livramento, que já havia fundado a Santa Casa do Desterro, na ilha de Santa Catarina. De origem portuguesa, foi autorizada a organizar-se no Brasil pelo Príncipe Regente Dom João e em 1803, iniciou-se a sua construção. 
O fato de ser uma Misericórdia proporcionou à Instituição o direito de receber esmolas, legados e outros rendimentos a serem aplicados no hospital. A inauguração da Irmandade Santa Casa de Misericórdia ocorreu em 1º de janeiro de 1826. É deste mesmo ano, o nascimento do primeiro cemitério junto à Santa Casa para enterrar condenados à morte e pacientes falecidos no hospital.
Nos anos de 1835 e 1836, a Santa Casa resistiu ao sítio imposto à cidade de Porto Alegre pela Revolução Farroupilha. O atendimento aos doentes militares gerou conflitos internos na Instituição o que acabou prejudicando a arrecadação de esmolas, pois a designação inicial da Instituição era a de ser essencialmente assistencialista aos desamparados, doentes, recém-nascidos e alienados mentais. 
Entre os anos de 1843 e 1845 foi construído o primeiro cemitério público extramuros, no Alto da Azenha, primeira importante fonte de renda da Instituição. 
Somente em 1844, foi concluído o edifício do hospital onde havia a Casa da Roda, instituição que funcionava junto à Santa Casa com o intuito de acolher e proteger os recém-nascidos rejeitados. 


A função inicial da Santa Casa era prover na saúde, na doença, no abandono, na demência mental, na velhice e na morte. De suas enfermarias criou-se o Hospital São Pedro, o Asilo Padre Cacique, o Hospital da Brigada Militar, duas faculdade de medicina e uma de enfermagem. Sem falar no Complexo Hospitalar, que conta hoje com sete hospitais com diversas especialidades, são eles: Hospital São Francisco (inaugurado em 1930), Hospital Daltro Filho (1940), Hospital São José (1946), Hospital Santo Antônio (1953), Pavilhão Pereira Filho (1965), Hospital Santa Rita (1955) e Hospital Dom Vicente Scherer (2001). Hoje, a função da Santa Casa é prover na prevenção da saúde, na doença e na morte, pois ela é o primeiro hospital a possuir um Centro Histórico voltado à preservação do passado e à manutenção da cultura.


Entrevista com Vera Lucia Maciel Barroso, historiadora do Centro Histórico Cultural da Santa Casa, realizada pelas alunas da Saúde Coletiva da UFRGS.


Referências: FRANCO, Sérgio da Costa; STIGGER, Ivo. Santa Casa 200 anos: caridade e ciência. Porto Alegre: Ed. da ISCMPA, 2003. 200p.
Coletivizando a Saúde. Santa Casa. Disponível em: <http://coletivizandoasaude.blogspot.com.br/2012/10/santa-casa.html>. Acesso em: 30/04/2013.

Escrito por Rossana Mativi com o apoio técnico das colegas Ana Paula Cappellari, Júlia Galperim, Mariana Marchioro e Shayanne Santos.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Evolução das Instituições de Saúde – Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre


Além de conhecer a história da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, também, fez parte do Projeto de Extensão a visita ao Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre. Um verdadeiro museu a céu aberto com suas histórias e roteiros impressionantes.

Segundo o site, o Cemitério da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, inaugurado em 1850 e o mais antigo em atividade no Sul do Brasil, conserva em seus 10,4 hectares muito da história da Capital gaúcha e do próprio Rio Grande do Sul. Atrás de seus muros, mais de um século e meio de história está representada, através da arte esculpida em mármore, bronze, ferro e pedra, nas sepulturas e mausoléus ali reunidos. Atravessar os portões que guardam esse patrimônio da cidade e caminhar por suas alamedas é iniciar uma viagem ao passado.

No Brasil Colonial, as vilas se estruturavam com uma capela em seu centro e, ao lado ou nos fundos desta, ficava o cemitério. Na Vila de Porto Alegre, a necrópole existente localizava-se atrás da antiga Igreja Matriz e Capela do Divino Espírito Santo, que deu lugar à Cúria Metropolitana, hoje na Rua Fernando Machado.
Durante a ocupação de Porto Alegre pelos farroupilhas, entre 1835 e 1836, a média anual de enterros aumentou substantivamente, causada também por um surto de escarlatina. Logo, a área destinada aos sepultamentos tornou-se inadequada. O terreno acidentado, de acentuado declive, não permitia mais acolher os enterros, por problemas ocasionados pela chuva e consequente erosão do solo.
Em 1834, já havia uma comissão sanitária, formada por médicos e nomeada pela Câmara Municipal, para debater o problema da necrópole. Mas foi em 1843, após o poder público municipal ter autorizado a mudança do cemitério para uma localidade afastada – extramuros –, que o Presidente da Província, Luis Alves de Lima e Silva, tomou a iniciativa de adquirir, em 6 de agosto de 1844, um amplo terreno. Situado longe do Centro, no alto da Colina da Azenha, a sua administração ficou a cargo da Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre.


A visita/aula/passeio foi surpreendente, nossa guia Amanda, da Reserva Técnica do Centro Histórico Cultura, foi incansável em nos apresentar a história de cada túmulo, mausoléu e imagens. O museu a céu aberto já mencionado possui diversos roteiros entre eles estão o religioso, o cívico, o político, o positivista e o social. Todos com figuras emblemáticas e históricas do Rio Grande do Sul. Um dos jazigos surpreendeu por não haver ninguém enterrado, e sim imagens em resina com fotos digitalizadas mostrando a pretensão de seu dono em construir seu lar eterno antes mesmo da sua morte. Os jazigos não podem ser tombados como patrimônio histórico, pois pertencem as famílias.

Segundo Amanda, o cemitério é um lugar de representação social, as pessoas não são iguais nem na hora da morte, a exclusão dentro do cemitério da Santa Casa é perfeitamente visível e comparável ao surgimento das cidades com seus altos, habitados pelos ricos, e baixos, povoado pelos pobres. O Campo Santo é uma área reservada ao enterro de indigentes e, na década de 1940, também serviu para enterrar os suicidas, fossem eles ricos ou pobres.

Enfim, conhecer a cultura de onde vivemos é resgatar um pouco da nossa própria história. Esse Projeto de Extensão teve a sua primeira visita a uma instituição centenária, ainda falta conhecer quatro instituições...

Aguardem novas histórias!

Referências:  Cemitério Santa Casa de Porto Alegre. Disponível em: <http://www.cemiteriosantacasa.com.br/>. Acesso em: 30/04/2013.

Escrito por Rossana Mativi com o apoio técnico da colega Jullien Dabini.

domingo, 7 de abril de 2013

Dia Mundial da Saúde


A Rádio Web Saúde participou da comemoração do Dia Mundial da Saúde no Parque Farroupilha em Porto Alegre dia 07 de abril.

O Dia Mundial da Saúde foi criado em 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Neste ano traz como tema: Viver com saúde é uma Grande Vitória. 

Lá entrevistamos profissionais das áreas da Saúde e Esportes. Também, conversamos com o representante do Instituto Autismo e Vida o qual comemorou, em 02 de abril, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Perguntamos aos entrevistados o que eles entendiam por saúde?

Dentre as respostas um assunto muito interessante surgiu: O Controle Social, quem falou sobre ele foi o Sr. Carlos Duarte, representante do movimento AIDS no Conselho Estadual e Nacional de Saúde.


Para ele, saúde é qualidade de vida, é expectativa de vida, saúde é viver bem. Lembrou que o SUS é um Sistema Único de Saúde e não um plano de saúde.  E como sistema ele envolve muito mais do que a questão de assistência, é prevenção da saúde, é qualidade de vida, da água, da alimentação.

Rádio Web Saúde – Como incentivar a participação da população no Controle Social?
Carlos Duarte – “A dificuldade que há é que as pessoas não sabem que existe o controle social. Há pouca divulgação do SUS como um todo. É colocado, para a população, que o SUS é uma questão de assistência como se fosse um plano de saúde, conforme dito anteriormente, e o SUS é muito mais do que isso ele é um Sistema de Saúde. E como Sistema de Saúde uma das partes fundamentais para que o sistema funcione é a participação da comunidade para dizer como ela quer que esse sistema funcione e qual é a necessidade dela para que esse sistema de conta. A população pouco houve falar de Conselhos de Saúde, não sabe que existem. E, os serviços de saúde pouco divulgam, também, para a população que utiliza o serviço que parece que o Controle Social é uma fiscalização policialesca e na verdade não é nada além do que a garantia do direito à saúde. É por isso que estamos aqui hoje com uma barraquinha do Controle Social para tentar trazer para a população justamente isso, que controle social é lutar pelo direito à saúde e é necessário que a população se aproprie disso e vá para os conselhos e para todas as formas de participação para dizer como ela quer ser atendida e só assim conseguimos efetivamente montar um serviço que atenda as necessidades e controlar e fiscalizar para ver se esse serviço está realmente atendendo às necessidades da população. A participação da comunidade é fundamental para que o direito à saúde se efetive.”

Referências: RIO GRANDE DO SUL. SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE, Caminhada e Atividades marcam Dia Mundial da Saúde em Porto Alegre. Disponível em: <http://www.saude.rs.gov.br/conteudo/7050/?Caminhada_e_Atividades_marcam_Dia_Mundial_da_Sa%C3%BAde_em_Porto_Alegre> Acessado em: 25/04/2013.

Entrevistas: Franciele Moletta, Fagundes Conceição e Ana Paula Cappellari.

Escrito por Rossana Mativi com o apoio técnico da colega Mariana Marchioro.