Mostrando postagens com marcador Formação Profissional em Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formação Profissional em Saúde. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de abril de 2014

Távola 15ª Conferência Nacional de Saúde

A equipe da Rádio Web Saúde UFRGS esteve presente na realização da Távola sobre a 15ª Conferência Nacional de Saúde. Entre os participantes da Távola, estavam o secretário de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde, André Bonifácio, a presidenta do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Maria do Socorro de Souza, o mediador e professor da USP, Marco Akerman, conselheiros e trabalhadores de saúde, pesquisadores, mobilizadores sociais e professores de vários estados do país para discutir, pensar e avaliar novas modalidades de organização para a 15ª Conferência Nacional de Saúde que ocorrerá em 2015.



O Conselho Nacional de Saúde é um órgão vinculado ao Ministério da Saúde que gerencia todas as questões relacionadas a saúde pública no Brasil e é composto por representantes de entidades e movimentos representativos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da área da saúde, governo e prestadores de serviços de saúde, sendo o seu Presidente eleito entre os membros do Conselho.

Marco Akerman, mediador da Távola, iniciou o debate com alguns questionamentos, fazendo com que os participantes pensassem e articulassem pautas para a próxima e mais importante Conferência Nacional de Saúde.


Questões Norteadoras Preliminares:
Desejo genuíno de se fazer uma Conferência Nacional diferente.
Como transformar esse desejo em operAÇÃO?
Inovar metodologias.
Quais compromissos iremos assumir? Em que tempo?
Agenda política clara.
Reafirmar o direito à saúde.
Desconstruir a imagem ou pensamento da saúde como mercadoria.

Possíveis perguntas...
Como tornar a 15ª Conferência Nacional de Saúde tão relevante quanto a 8ª?
Neste sentido, a 15ª não pode ser um evento. Deve ser uma EXPRESSÃO SOCIAL.
Qual seria a estratégia para dialogar com o cidadão comum?
Como expandir a representação territorial? (Exemplo: do urbano e do rural)
Como a disputa não pode ser setorializada? (Deve ir para além do setor saúde)
Como devemos ter um projeto de desenvolvimento nacional e qual é o lugar da saúde neste contexto?
Como fazer uma avaliação da situação de saúde do povo brasileiro?
A participação dos delegados necessita ser ampliada para além da representação dos eleitos que são membros natos nas conferências (municipal, estadual e nacional).
A 8ª CNS teve 1000 delegados e 3000 convidados (e não havia ainda um sistema de controle social organizado). No contexto atual, como fazer desta 15ª um evento com a cara do povo do Brasil?
Atualmente, temos mais de 100 mil conselheiros.
Este batalhão serve apenas para a formalização burocrática do SUS?
Como não fazer da 15ª CNS um espaço de reivindicações de interesses de grupos?
Como examinar, sem nenhuma restrição, o que está posto pela população brasileira como necessidades, como do que é saúde e avançar cada vez mais na saúde como direito da vida?

Meta: desconstituir a saúde como mercadoria.
.


Como não fazer da 15ª CNS um espaço de reivindicações de interesses de grupos? Desconstituir a saúde como mercadoria e tornar a 15ª CNS tão importante quanto foi a 8ª são questionamentos que fazem com que a Rádio Web Saúde UFRGS reflita, ajude a construir novos paradigmas, participe mais e marque presença na próxima Conferência!

Referência: Conselho Nacional de Saúde. Disponível em:  <http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2014/04abr_14_cns1.html>. Acesso em 26/04/2014.

Escrito por Francyne Silva e Rossana Mativi. Fotos: RWS UFRGS/Rossana Mativi.

domingo, 30 de março de 2014

Encontro de Formação de Tutores em Educação Permanente

O 1º Encontro do curso de Formação de Tutores em Educação Permanente (EPS em Movimento) foi realizado pelo Núcleo de Educação, Avaliação e Produção Pedagógica em Saúde (EducaSaúde) na cidade de Gramado no Rio Grande do Sul, tendo seu início na manhã do dia 29 de Março e estendendo-se até a tarde do dia seguinte (30). 

O 1º EPS é parte de um longo processo que está recém iniciando e da construção de uma educação permanente em saúde junto com os profissionais dos serviços de saúde. As discussões e os trabalhos em grupo desenvolveram-se a partir das experiências e das vivências dos profissionais de saúde divididos por Estados, com o intuito de preencher déficits em educação permanente em saúde que temos atualmente em nosso Sistema Único de Saúde (SUS) e tendo em vista que as mudanças e melhoras sejam pertinentes a cada território e/ou região. 

Esse processo é uma construção de práticas de ensino-aprendizagem, produzindo conhecimentos a partir da realidade vivenciada pelos atores envolvidos, problematizando as demanda para melhor enfrentá-las. Com esta relação de nova formação e capacitação os profissionais de saúde poderão adquirir maiores habilidades e competências de um melhor trabalho, contribuindo nas competências destes trabalhadores que estão em busca de um sistema mais equânime, horizontalizando a informação em saúde, gerando inovadoras capacidades, entendendo os determinantes de saúde, de cultura, a fim de realizar práticas desejáveis que atenda a toda sociedade. 

É um processo longo que exige planejamento, produção metodológica, ativando a produção de conhecimentos, elaborando desenhos das demandas e execução de ações.


Escrito por Francyne da Silva e Ingrit Medeiros Seehaber.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Conhecendo o VER-SUS e respirando o SUS

Penso que o VER-SUS (Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde) deveria ser o primeiro projeto a ser apresentado aos estudantes de saúde nos seus primeiros semestres da graduação, mesmo que o aluno não tenha interesse ou prazer em conhecer o SUS e suas complexidades. É um estágio fantástico com o poder de fazer com que mais e mais pessoas, exclusivamente acadêmicos, apaixonem-se pelo SUS e queiram de toda forma lutar para ver – num futuro não tão distante – melhorias na saúde/qualidade de vida da população brasileira, além de despertar novamente nos profissionais do sistema o amor e a vontade de tentar revolucionar o mesmo.




Estando recém no segundo semestre e ter participado já de duas edições do VER-SUS, posso dizer que o processo da minha formação acadêmica (e pessoal também) tem tornado-se muito enriquecedor!
O VER-SUS é uma máquina ambulante de produção de conhecimento, de troca/compartilhamento de saberes; uma máquina ambulante que fabrica amor: amor pelo SUS, amor pelas pessoas, amor pela diversidade, amor pela luta, amor pela vida! Uma máquina ambulante que instiga, encanta, enobrece a alma e mente!

Passar doze dias fora de casa com pessoas que não conhecíamos, longe da família, não é nada fácil, admito! São dias intensos e longos; dias de produzir muita paciência (não sei da onde, mas a gente arranja) para lidar com as diferenças dos outros e quando você é facilitador, como foi o meu caso, a paciência deve ser multiplicada! Ser mediadora da equipe, saber dialogar, tendo que sair da linha de conforto e elencar discussões importantes em determinados momentos realmente foi um dos maiores desafios para mim e, modéstia a parte, acho que me saí muito bem como facilitadora. Claro, tive o super apoio de uma colega maravilhosa e que, durante a vivência, conseguimos amadurecer e aprender uma com a outra.

Independente de todos os desafios, todas as inquietações e saudades, o mais prazeroso do VER-SUS está na semana de vivências e estágios. É uma oportunidade única poder estar dentro dos serviços de saúde entendendo e VENDO com os próprios olhos como o sistema funciona, como o usuário é atendido e em quais condições ocorre esse atendimento, quais atividades são oferecidas, etc. Nas visitas ao CRAS de cada comunidade, nas associações de bairro, nos locais de lazer e/ou cultura dos usuários (Escola de Samba, por exemplo) o VER-SUS nos auxilia a desconstruir a ideia de que o processo saúde/doença dá-se apenas nos serviços assistenciais e constrói a ideia do indivíduo-coletivo, isto é: o indivíduo deixa de ser um braço, uma perna, um “pedaço de carne” e torna-se o sujeito que é influenciado pelo meio em que vive (social), pelos pensamentos, costumes e hábitos da sua comunidade (cultural) e pela história que a mesma possui e faz com que nós, estudantes, compreendamos que o mesmo sujeito que passa pelo sistema de saúde é o mesmo que passa pelo sistema da educação, da assistência e, às vezes, pelo sistema prisional, portanto, é preciso que como futuros profissionais vejamos o ser humano como parte do todo, reconhecendo a importância do trabalho integrado entre as redes e os profissionais de diversas áreas, dentro de conceitos que desde o meu primeiro semestre tenho aprendido: multi, inter, transdisciplinaridade e intersetorialização.

A jornada no VER-SUS poderia ser um tanto massante pela quantidade de informações e coisas novas absorvidas, mas é válido lembrar que as discussões em grupo são sempre muito dinâmicas, com jogos, vídeos, músicas e palestrantes, tornando a vivência mais interessante e instigante!













Escrito por Francyne Silva